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Venezuela: Período colonial

por Américas Fortes | ago 9, 2026

O contato espanhol com a região que se tornou a Venezuela começou em 1498, quando Cristóvão Colombo avistou a costa durante sua terceira viagem. No ano seguinte, Alonso de Ojeda explorou a área e, impressionado com as casas sobre palafitas construídas pelos indígenas sobre o Lago Maracaibo, chamou-a de Venezuela, ou “Pequena Veneza”. A Espanha estabeleceu seu primeiro assentamento no continente em Cumaná, em 1502, seguido em 1536 por Coro, que se tornou a primeira cidade espanhola permanente no território e serviu brevemente como um centro administrativo inicial.

O desenvolvimento colonial ocorreu de forma desigual. A riqueza inicial veio da pesca de pérolas nas ilhas de Cubagua e Margarita, que atraiu colonos e rendas para a Coroa durante as décadas de 1520 e 1530, antes que os bancos de pérolas se esgotassem. Mais tarde, os proprietários de terras espanhóis dependeram do sistema de encomienda para organizar o trabalho indígena nas planícies, ou llanos, onde a pecuária se consolidou. No século XVIII, o cacau tornou-se a exportação mais valiosa da colônia, cultivado em plantações ao longo dos vales costeiros e trabalhado cada vez mais por africanos escravizados à medida que a demanda crescia na Europa.

Em 1728, a Coroa Espanhola concedeu à Real Compañía Guipuzcoana o monopólio do comércio venezuelano, um arranjo que impulsionou as exportações de cacau, mas provocou ressentimento entre os plantadores locais e contrabandistas, incluindo uma revolta em 1749 liderada por Juan Francisco de León. A fragmentação administrativa persistiu até 1777, quando Carlos III criou a Capitania Geral da Venezuela, unificando as províncias de Caracas, Cumaná, Maracaibo, Guayana e Margarita sob um único governo sediado em Caracas.

Fontes: Britannica - História da Venezuela; Wikipedia - Capitania Geral da Venezuela
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