O movimento de independência do Uruguai surgiu das guerras mais amplas contra o domínio colonial espanhol que varreram a América do Sul no início do século XIX. José Gervasio Artigas liderou uma campanha revolucionária inicial, começando em 1811, para expulsar a autoridade espanhola da Banda Oriental — o território que viria a ser o Uruguai — e resistir à dominação de Buenos Aires. O domínio espanhol caiu, mas o território foi anexado pelo Império Luso-Brasileiro em 1821 como Província Cisplatina, estendendo o controle estrangeiro sobre a região por mais alguns anos.
Em abril de 1825, um grupo de exilados conhecido como os Trinta e Três Orientais, liderado por Juan Antonio Lavalleja e reforçado por tropas de Buenos Aires, atravessou o Rio da Prata e iniciou uma insurreição que rapidamente tomou o controle do interior. Em 25 de agosto de 1825, um congresso reunido em Florida emitiu uma Declaração de Independência formal do Brasil e votou pela adesão às Províncias Unidas do Rio da Prata, um movimento que desencadeou a Guerra da Cisplatina entre Argentina e Brasil pelo controle do território.
Em 1828, a guerra chegou a um impasse e diplomatas britânicos, interessados em garantir um estado-tampão neutro para seus interesses comerciais na região, intermediaram um acordo. O Tratado de Montevidéu, assinado em agosto de 1828, exigiu que tanto a Argentina quanto o Brasil renunciassem às suas reivindicações, estabelecendo formalmente o Uruguai como uma nação independente.
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