Durante grande parte do século XX, a Nicarágua foi governada pela família Somoza. A ditadura hereditária começou em 1937, quando Anastasio Somoza García assumiu a presidência após ajudar a organizar a Guarda Nacional, uma força criada originalmente sob supervisão dos Estados Unidos. Os Somoza governaram por mais de quatro décadas, acumulando vastas propriedades de terra e controlando setores importantes, enquanto reprimiam a oposição política.
A resistência à dinastia cresceu em meados do século, culminando na fundação da Frente Sandinista de Libertação Nacional em 1961, um grupo que leva o nome do antigo líder rebelde Augusto César Sandino. A oposição se intensificou após o devastador terremoto de Manágua em 1972, que expôs a corrupção do governo na distribuição de ajuda humanitária. O assassinato do editor de jornal Pedro Joaquín Chamorro, em 1978, ajudou a desencadear um levante popular ainda maior.
A ofensiva sandinista de 1979 forçou Somoza ao exílio e levou ao poder um governo provisório liderado por Daniel Ortega. A década seguinte foi marcada pela guerra civil entre o governo sandinista e os rebeldes Contras, apoiados pelos Estados Unidos. O conflito terminou com uma paz negociada e a eleição de 1990, que transferiu o poder para Violeta Chamorro, encerrando um século marcado por ditadura, revolução e conflitos civis.
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