A Guiana, na época a colônia da Guiana Britânica, viu surgir um movimento anticolonial focado no Partido Progressista do Povo (PPP), fundado em 1950 por Cheddi Jagan e Forbes Burnham. O PPP venceu a primeira eleição da colônia com sufrágio universal adulto em 1953, mas a Grã-Bretanha, receosa com a orientação de esquerda do partido em meio às tensões da Guerra Fria, suspendeu a constituição em poucos meses e enviou tropas para remover o governo eleito.
Burnham rompeu com Jagan em 1955 para formar o Congresso Nacional do Povo (PNC), mais moderado, dividindo o movimento de independência em grande parte por linhas étnicas entre guianenses de ascendência indiana e africana. O PPP de Jagan venceu as eleições seguintes em 1957 e 1961, mas mudanças constitucionais introduzidas antes da votação de 1964, amplamente vistas como favoráveis a Burnham, permitiram que o PNC formasse um governo de coalizão, com Burnham se tornando primeiro-ministro.
A Guiana Britânica conquistou a independência como Guiana em 26 de maio de 1966, com Burnham como primeiro-ministro. Em 1970, seu governo declarou a Guiana uma "República Cooperativa" e buscou laços mais estreitos com Cuba e o bloco soviético. Burnham e o PNC mantiveram o poder nas décadas seguintes por meio de eleições que observadores internacionais e figuras da oposição criticaram amplamente por serem marcadas por fraudes, um padrão que moldou a política guianense até a década de 1980.
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