O movimento de independência de Cuba se desenvolveu ao longo de três décadas de guerras intermitentes contra o domínio colonial espanhol, diferenciando-se das transições mais rápidas vividas por grande parte da América Espanhola no início do século XIX. O descontentamento com os altos impostos, a representação política limitada e a persistência da escravidão na ilha alimentaram uma inquietação crescente entre os proprietários de terras e intelectuais cubanos, culminando na eclosão da Guerra dos Dez Anos em outubro de 1868, quando o dono de engenho Carlos Manuel de Céspedes e seus seguidores proclamaram a independência em um chamado às armas conhecido como o Grito de Yara.
A Guerra dos Dez Anos terminou em 1878 sem alcançar a independência, mas formou uma nova geração de nacionalistas cubanos, entre eles o escritor e organizador político José Martí. Exilado durante grande parte de sua vida adulta, Martí passou anos em Nova York angariando apoio para uma nova luta, fundando o Partido Revolucionário Cubano em 1892 para unir os revolucionários exilados e os que estavam na ilha. O combate recomeçou em fevereiro de 1895, embora Martí tenha morrido em uma escaramuça poucas semanas depois de retornar a Cuba para se juntar à campanha.
A guerra continuou por mais três anos até que os Estados Unidos intervieram em 1898, após o naufrágio do USS Maine no porto de Havana, entrando no conflito ao lado dos insurgentes cubanos. A derrota da Espanha no final daquele ano encerrou quase quatro séculos de domínio colonial, embora Cuba tenha permanecido sob ocupação militar dos EUA até que a independência formal fosse declarada em 1902.
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