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Bahamas: Movimento de Independência

por Américas Fortes | ago 9, 2026

A oposição organizada ao domínio colonial nas Bahamas ganhou força em meados do século XX, quando uma pequena elite mercantil, majoritariamente branca e conhecida como Bay Street Boys, dominava a política e a economia, apesar de a maioria da população ser negra. O Partido Liberal Progressista, fundado em 1953, tornou-se o principal meio para exigir uma representação política mais ampla. A greve geral de 1958 e o protesto da "Terça-feira Negra" de 1965 na Assembleia Legislativa destacaram a pressão crescente por reformas, incluindo a expansão do direito ao voto para além dos proprietários de terras.

O ponto de virada aconteceu nas eleições gerais de janeiro de 1967, quando o Partido Liberal Progressista, liderado por Lynden Pindling, conquistou cadeiras suficientes para formar o governo, encerrando séculos de controle de uma minoria branca no que os bahamenses passaram a chamar de Governo da Maioria. Pindling tornou-se o primeiro chefe de governo negro da colônia, e uma nova constituição em 1969 concedeu às Bahamas o autogoverno interno, mantendo a responsabilidade do Reino Unido sobre a defesa e os assuntos estrangeiros.

O governo de Pindling pressionou pela soberania total e, após uma conferência constitucional final em Londres, a Ordem de Independência das Bahamas de 1973 concluiu o processo. A independência foi declarada formalmente em Nassau em 10 de julho de 1973, encerrando 325 anos de domínio britânico e tornando as Bahamas um membro soberano da Comunidade das Nações.

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Fontes: Britannica - As Bahamas: Independência; Wikipedia - História das Bahamas
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