O status político moderno de Santa Lúcia evoluiu aos poucos ao longo do século XX. Uma constituição de 1924 trouxe um elemento eletivo limitado ao conselho legislativo da ilha, e o sufrágio universal adulto veio em 1951, dando aos representantes eleitos a maioria pela primeira vez. Após uma tentativa breve e sem sucesso de federação regional com outros territórios britânicos do Caribe, Santa Lúcia e cinco ilhas vizinhas firmaram um novo acordo com o Reino Unido em 1967, conhecido como estado associado. Nesse modelo, Londres mantinha o controle da defesa e das relações exteriores, enquanto os líderes locais cuidavam da governança interna.
Esse período de transição durou doze anos. Em 22 de fevereiro de 1979, Santa Lúcia deixou o status de estado associado para conquistar a independência total, tornando-se uma democracia parlamentar soberana dentro da Commonwealth, mantendo o monarca britânico como chefe de estado. Castries celebrou a ocasião com uma grande festa pública, incluindo um desfile militar e uma parada com carros alegóricos e trajes tradicionais, e a nova nação adotou sua própria bandeira e constituição.
A primeira eleição geral realizada após a independência levou o Partido Trabalhista de Santa Lúcia ao poder, superando o mais conservador Partido dos Trabalhadores Unidos. O novo governo buscou laços mais estreitos com Cuba e outros estados não alinhados da região. Desde então, Santa Lúcia permanece como uma república estável da Commonwealth, mantendo a cooperação com as ilhas vizinhas por meio do CARICOM e da Organização dos Estados do Caribe Oriental.
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