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Guiana: Idioma e Religião

por Américas Fortes | set 13, 2026

A Guiana é o único país da América do Sul que tem o inglês como idioma oficial, um legado do domínio colonial britânico. Além do inglês, a maior parte da população fala o crioulo guianense no dia a dia, um crioulo de base inglesa moldado por influências africanas, indianas e ameríndias. Nove línguas indígenas são reconhecidas nacionalmente, incluindo macuxi, wapishana, warrau e akawaio, sendo o macuxi a mais falada entre as comunidades de língua caribe da Guiana. O hindustani guianense também sobrevive entre alguns indo-guianenses para fins culturais e religiosos, ao lado de comunidades menores de imigrantes que falam português, chinês e tâmil.

A composição religiosa da Guiana reflete sua população etnicamente diversa. O cristianismo é a maior fé, abrangendo congregações pentecostais, católicas romanas, anglicanas, adventistas do sétimo dia e metodistas, entre outras. O hinduísmo, trazido por trabalhadores contratados do sul da Ásia no século XIX, continua sendo amplamente praticado e dá à Guiana uma das maiores proporções de adeptos hindus no Hemisfério Ocidental, embora seu número tenha diminuído nas últimas décadas. O islamismo constitui a terceira maior comunidade religiosa, praticado por adeptos sunitas, xiitas, sufis e ahmadis.

Um número menor de guianenses segue tradições espirituais indígenas, o rastafarianismo, a fé bahá'í ou o budismo, enquanto uma parcela modesta da população declara não ter afiliação religiosa. Essa pluralidade religiosa, sobreposta a uma sociedade igualmente multilíngue, é frequentemente descrita como um traço marcante da identidade nacional guianense, enraizada na história do país como um ponto de encontro da colonização europeia, da escravidão africana e da migração de trabalhadores contratados do sul da Ásia.

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Fontes: Wikipedia - Línguas da Guiana; Wikipedia - Religião na Guiana
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