Por quase 300 anos, o território que hoje é a Guatemala fez parte da Capitania Geral da Guatemala, uma administração colonial espanhola sediada em Antigua Guatemala que também abrangia os atuais El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica. No início do século XIX, os movimentos de independência se espalhavam pela América Espanhola, impulsionados em parte pela ocupação da Espanha por Napoleão e pela campanha de independência bem-sucedida do México sob Agustín de Iturbide.
Em 15 de setembro de 1821, um conselho de notáveis se reuniu na Cidade da Guatemala, liderado por figuras como o Capitão-General Gabino Gaínza e o líder criollo Mariano Aycinena y Piñol, e declarou a independência da Guatemala e de toda a região da América Central do domínio espanhol. A declaração foi alcançada com pouco conflito armado, mas escondeu divergências reais entre as províncias, algumas das quais preferiam a união com o México, enquanto outras buscavam a separação total da autoridade da Cidade da Guatemala.
A independência do novo território durou pouco como entidade unificada: ele se juntou brevemente ao Primeiro Império Mexicano em 1822, antes que uma assembleia liberal declarasse a independência das Províncias Unidas da América Central em 1º de julho de 1823. Essa federação adotou uma constituição em 1824, embora também tenha se fragmentado com o tempo, colocando a Guatemala no caminho para se tornar uma nação independente.
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