O retorno do Equador ao governo civil em 1979 trouxe uma democracia multipartidária que, muitas vezes, foi marcada pela fragmentação e por mudanças frequentes no poder. Durante boa parte das décadas seguintes, nenhum partido conseguiu manter uma maioria sólida e constante, e vários presidentes enfrentaram coalizões instáveis na Assembleia Nacional.
Esse padrão mudou em 2007 com a eleição de Rafael Correa. O movimento Aliança PAIS, conhecido como correísmo, dominou a política equatoriana por uma década com uma nova constituição, mais gastos sociais e vitórias eleitorais seguidas. A oposição ao governo de Correa se uniu em torno de partidos como o Criando Oportunidades, fundado pelo empresário Guillermo Lasso, que ficou em segundo lugar na disputa presidencial de 2013 antes de Lasso finalmente vencer em 2021.
O movimento de Correa, agora organizado como Revolução Cidadã, continua sendo o maior bloco na Assembleia Nacional nas eleições seguintes, mesmo sem ocupar a presidência, o que mostra sua base de apoio duradoura. Enquanto isso, o partido Ação Democrática Nacional, de Daniel Noboa, cresceu rápido. Noboa venceu a presidência em uma eleição antecipada em 2023 e novamente em 2025, marcando um dos primeiros períodos longos em mais de quinze anos em que uma força fora do correísmo detém um poder significativo na política equatoriana.
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