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Equador: Desenvolvimentos do Século XX

por Américas Fortes | ago 17, 2026

O Equador entrou no século XX em meio a uma instabilidade política persistente, com uma sucessão de governantes autoritários lutando para manter o poder contra protestos e revoltas recorrentes. Uma revolução em 1925 derrubou a ordem vigente e abriu espaço para uma governança mais progressista, embora a volatilidade da política equatoriana tenha persistido por décadas. A pressão econômica agravou a inquietação: a queda nas exportações, o aumento dos preços dos alimentos e uma praga fúngica que devastou as plantações de cacau do país prejudicaram a economia exportadora, essencial para a estabilidade nacional.

A Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial aprofundaram as dificuldades do Equador e, em 1941, o país perdeu um território amazônico significativo após uma invasão pelo Peru. A partir do final da década de 1940, a política foi dominada por José María Velasco Ibarra, que serviu como presidente cinco vezes, mas completou apenas um mandato, com seu governo errático refletindo a imprevisibilidade da governança equatoriana. Oficiais militares assumiram o controle direto após sua deposição final em 1972, governando por cerca de sete anos.

O retorno ao governo civil e constitucional ocorreu em 1979, e a presidência de Jaime Roldós marcou uma tentativa de consolidar normas democráticas modernas e conter o nepotismo que moldou a vida pública equatoriana por muito tempo. Ainda assim, no final do século, a instabilidade política, as mudanças frequentes no governo e a desigualdade e pobreza persistentes continuaram sendo desafios não resolvidos, destacando como a turbulência do século XX se tornou profundamente enraizada nas instituições do país.

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Fontes: Britannica - História do Equador; Wikipedia - História do Equador
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