O movimento de independência do Chile surgiu da crise mais ampla da autoridade colonial espanhola, desencadeada pela invasão da Espanha por Napoleão Bonaparte em 1808. Com a legitimidade da coroa em dúvida, a elite crioula de Santiago convocou um conselho municipal aberto, ou cabildo abierto, em 18 de setembro de 1810. Eles depuseram o governador espanhol e instalaram uma junta governativa local, um evento que ainda é celebrado como o Dia da Independência do Chile.
Os anos seguintes trouxeram uma calma relativa, já que o novo governo relaxou as restrições comerciais, promoveu a educação e deu os primeiros passos para abolir a escravidão, embora nominalmente ainda professasse lealdade ao rei espanhol exilado. As forças monarquistas retomaram o controle em 1814, forçando líderes da independência, como Bernardo O'Higgins, ao exílio na Argentina.
Lá, O'Higgins aliou-se ao general argentino José de San Martín, que liderou um exército através dos Andes e conquistou uma vitória decisiva na Batalha de Chacabuco em fevereiro de 1817. A resistência espanhola no Chile foi finalmente quebrada na Batalha de Maipú em 5 de abril de 1818, garantindo a independência chilena e abrindo caminho para que O'Higgins liderasse a nova república.
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