Diferente de muitas nações, a separação do Canadá do domínio britânico aconteceu de forma gradual e, em grande parte, pacífica, sem recorrer a uma revolução armada. A Confederação de 1867 uniu a Província do Canadá, a Nova Escócia e o Novo Brunswick no Domínio do Canadá, estabelecendo o autogoverno em assuntos internos, enquanto a Grã-Bretanha manteve o controle sobre a política externa, tratados de defesa e emendas constitucionais.
O sacrifício das tropas canadenses em Vimy Ridge, em 1917, lutando sob comando nacional, é frequentemente citado como um ponto de virada que ajudou a construir a identidade internacional do país, distinta da britânica. O impulso em direção à soberania plena cresceu ao longo da década de 1920, especialmente após a Declaração Balfour de 1926, na qual a Grã-Bretanha e seus domínios concordaram com o status de igualdade dentro da Commonwealth.
Esse princípio de igualdade foi codificado no Estatuto de Westminster de 1931, que encerrou a autoridade do Parlamento britânico de legislar pelo Canadá sem o seu consentimento, marcando a conclusão efetiva da independência legislativa canadense. A autonomia constitucional completa veio décadas mais tarde, quando a repatriação da Constituição em 1982 removeu o papel restante da Grã-Bretanha na alteração da lei fundamental do Canadá.
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