A Argentina realiza eleições multipartidárias competitivas sob um sistema que combina voto obrigatório com representação proporcional para as cadeiras legislativas. Desde o retorno do governo democrático em 1983, o cenário partidário do país tem sido moldado em grande parte pela rivalidade entre o peronismo, em suas várias vertentes, e uma gama variável de coalizões de oposição formadas por tradições centristas, radicais e, mais recentemente, libertárias.
O peronismo tem suas raízes no Partido Trabalhista, formado por sindicalistas em 1945 para apoiar a candidatura presidencial de Juan Perón. Após a eleição de Perón em 1946, o movimento foi reorganizado como Partido Justicialista. Proibidos após o golpe militar de 1955, os candidatos peronistas continuaram a concorrer sob nomes de partidos alternativos por quase duas décadas, antes de o movimento retornar à vida política aberta com a reeleição de Perón em 1973.
Após a restauração da democracia em 1983, a União Cívica Radical e o Partido Justicialista alternaram-se no poder durante a maior parte das décadas seguintes, acompanhados mais recentemente por coalizões mais amplas, como a Juntos pela Mudança e a La Libertad Avanza. As eleições argentinas continuam sendo acompanhadas de perto por refletirem os debates em curso sobre a política econômica, dada a história do país de crises financeiras recorrentes.
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