Desde o retorno da Argentina ao governo civil em 1983, sua política externa geralmente enfatiza a participação ativa em instituições multilaterais, o apoio aos direitos humanos e um compromisso declarado com a não intervenção nos assuntos de outros Estados. Governos sucessivos, no entanto, divergiram drasticamente em sua orientação: alguns priorizaram o alinhamento próximo com os Estados Unidos e aliados ocidentais, enquanto outros favoreceram laços mais profundos com a China e outras potências emergentes. O governo de Javier Milei, no poder desde 2023, tem enfatizado a primeira abordagem.
A integração regional tem sido um fio condutor constante na diplomacia argentina. Como uma das maiores economias da América do Sul, a Argentina ajudou a fundar o Mercado Comum do Sul (Mercosul) em 1991, ao lado de Brasil, Paraguai e Uruguai, com a adesão posterior da Bolívia em 2023, e continua sendo um membro ativo da Organização dos Estados Americanos.
A disputa de política externa mais duradoura da Argentina diz respeito à soberania sobre as Ilhas Falkland, conhecidas na Argentina como Malvinas, que culminou em uma breve guerra com o Reino Unido em 1982. As relações diplomáticas, rompidas após o conflito, foram restauradas em 1989 sob um acordo que deixou a questão da soberania de lado, embora as ilhas permaneçam como um ponto recorrente de atrito e um assunto que a Argentina continua a levar a órgãos internacionais, como as Nações Unidas.
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