Em 1810, o controle da Espanha sobre suas colônias americanas estava bem enfraquecido após a invasão da Península Ibérica por Napoleão, que depôs o rei Fernando VII. A notícia da crise política na Espanha chegou a Buenos Aires, capital do Vice-Reinado do Rio da Prata, e deu início a uma semana de debates públicos entre os líderes da cidade, conhecida como Revolução de Maio, que ocorreu de 18 a 25 de maio de 1810. O resultado foi a criação da Primera Junta, um órgão de governo local que dizia governar em nome de Fernando, mas que, na prática, acabou com a autoridade real na região.
Nem todas as províncias do antigo vice-reinado aceitaram a autoridade da Junta, e anos de conflitos se seguiram entre as forças leais ao novo governo e as que apoiavam a Espanha. Líderes militares e políticos como José de San Martín, Manuel Belgrano e Mariano Moreno tornaram-se figuras centrais na luta. Mais tarde, San Martín liderou campanhas pelos Andes até o Chile e o Peru para levar o combate contra as forças realistas para além das fronteiras da Argentina.
Em 9 de julho de 1816, delegados reunidos no Congresso de Tucumán declararam formalmente a independência das Províncias Unidas do Rio da Prata em relação à Espanha, data que ainda é celebrada como o dia da independência da Argentina. A estabilidade política total não veio logo de cara, já que as disputas sobre a organização e o governo da nova nação continuaram por décadas, mas a declaração de 1816 é considerada o ato fundador do Estado argentino moderno.
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