O calendário cultural de Santa Lúcia inclui dois festivais de flores históricos, La Rose e La Marguerite, que nasceram de sociedades de ajuda mútua formadas na época da escravidão. O La Rose, celebrado em 30 de agosto por membros que se vestem de vermelho, homenageia a rosa com música, dança e rituais cerimoniais. Já o La Marguerite, seu equivalente realizado em 17 de outubro, celebra a margarida com participantes vestidos de branco. Ambas as sociedades realizam "seances", encontros de música e dança que duram a noite toda, nas semanas que antecedem os dias de seus respectivos festivais.
A herança crioula é celebrada todo ano no Jounen Kwéyòl, ou Dia Crioulo, que acontece no último domingo de outubro para encerrar o Mês da Herança Crioula. Comunidades por toda a ilha marcam a data com comidas típicas, eventos no idioma Kwéyòl, música folclórica e dança. Muitos santa-lucenses usam o traje nacional, conhecido como madras, um tecido de algodão xadrez ligado à herança crioula francesa da ilha.
Santa Lúcia também organiza um Carnaval anual, que nas últimas décadas passou a ser em julho, com blocos de fantasias, competições de calipso e soca, e desfiles de rua na capital, Castries. Juntas, essas tradições refletem a história multifacetada da ilha, com influências indígenas, francesas, britânicas e africanas, mantidas por associações comunitárias e organizações culturais que cuidam dos preparativos dos festivais o ano todo.
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