Nas primeiras décadas do século XX, a economia e a política de Honduras ficaram muito ligadas às empresas bananeiras dos EUA, especialmente a United Fruit Company e a Standard Fruit. Elas construíram grandes plantações, ferrovias e portos ao longo da costa do Caribe. Esse domínio comercial deu ao país a fama de "república das bananas" clássica, com os interesses das empresas moldando as políticas do governo com frequência. O general Tiburcio Carías Andino aproveitou esse cenário e governou como um presidente autoritário de 1933 a 1949, com o apoio discreto tanto das empresas de frutas quanto de ditaduras vizinhas.
Uma greve geral histórica dos trabalhadores das bananas em 1954 revelou problemas sociais profundos e empurrou Honduras para um período de reformas, incluindo um novo código trabalhista e, por fim, uma assembleia constituinte em 1957. A estabilidade política, porém, foi frágil, e os militares tomaram o poder em um golpe em 1963. Isso deu início a quase duas décadas em que oficiais fardados dominaram a presidência, com interrupções breves apenas por governos civis que duraram pouco.
As tensões com o vizinho El Salvador explodiram na curta Guerra do Futebol de 1969, refletindo problemas regionais maiores sobre migração e terra. Honduras continuou sob governo militar durante boa parte das décadas de 1970 e início de 1980, um período em que o país também serviu de base para operações apoiadas pelos EUA nos conflitos da Guerra Fria na América Central. O retorno a um governo civil eleito aconteceu em 1982, preparando o caminho para o processo democrático mais constante que Honduras buscou até o final do século.
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