O Equador usa o dólar americano como sua única moeda oficial desde 2000. Naquele ano, uma crise bancária e econômica severa, marcada por uma queda brusca no valor da moeda nacional, o sucre, e uma inflação acima de 50%, levou o presidente Jamil Mahuad a anunciar a dolarização em janeiro. A transição, concluída sob seu sucessor, Gustavo Noboa, aposentou o sucre de vez e tornou o dólar a única moeda com curso legal no país.
O Banco Central do Equador (Banco Central del Ecuador) continua operando sob a dolarização, mas não emite mais moeda nem define taxas de juros independentes. O papel dele agora se limita a gerenciar as reservas internacionais do país, supervisionar o sistema nacional de pagamentos e compilar estatísticas econômicas. O financiamento público para o desenvolvimento é direcionado por instituições como a Corporação Financeira Nacional e o BanEcuador, que apoiam empréstimos para a agricultura e pequenos negócios.
O setor bancário comercial é supervisionado pela Superintendência de Bancos, com os credores privados concentrados principalmente em Guayaquil e Quito. Em 2026, a dolarização continua em vigor e é amplamente reconhecida pela queda acentuada na inflação após sua adoção e por restaurar a confiança do público no sistema financeiro, embora também deixe o Equador sem a flexibilidade cambial que as economias vizinhas usam para responder às oscilações nos preços do petróleo e a outros choques externos.
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