A trajetória da Dominica ao longo do século XX foi marcada por uma transição gradual da administração colonial para o autogoverno. As dificuldades econômicas durante a Grande Depressão e as interrupções da Segunda Guerra Mundial intensificaram os antigos pedidos por mais direitos políticos, fortalecendo movimentos populares que já pressionavam por reformas desde o século anterior.
Mudanças significativas chegaram na metade do século. O sufrágio universal foi estendido a todos os adultos dominiquenses em 1951, ampliando consideravelmente a participação política. A ilha juntou-se à breve Federação das Índias Ocidentais em 1958, uma experiência de unidade regional que acabou em 1962. Uma nova constituição adotada em 1960 criou uma maioria eleita no Conselho Legislativo, aproximando o território do governo representativo e dando aos partidos locais uma voz mais forte na definição de políticas.
A Dominica tornou-se um Estado Associado do Reino Unido em 1967, ganhando controle sobre seus assuntos internos, enquanto a Grã-Bretanha manteve a responsabilidade pela defesa e relações exteriores. Esse período viu o surgimento de partidos políticos organizados, incluindo o Partido Trabalhista da Dominica e o Partido da Liberdade da Dominica. O passo final aconteceu em 3 de novembro de 1978, quando a Dominica alcançou a independência total, completando sua transformação de colônia para república soberana.
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