O planalto boliviano, o Altiplano, abrigou civilizações indígenas sofisticadas por milênios, sendo a mais notável a cultura Tiwanaku, que floresceu perto do Lago Titicaca antes de seu declínio por volta do século XII. A região foi posteriormente incorporada ao Império Inca, que organizou as terras altas em terraços agrícolas e centros administrativos antes da chegada dos espanhóis no século XVI.
Os colonizadores espanhóis estabeleceram o controle após 1532, explorando as jazidas de prata de Potosí, que se tornou um dos centros de mineração mais ricos do Império Espanhol e financiou grande parte da riqueza da Espanha colonial. Os movimentos de independência ganharam força no início do século XIX, e a república foi fundada em 1825, nomeada em homenagem a Simón Bolívar, após as campanhas lideradas por Antonio José de Sucre.
O século XX trouxe perdas territoriais após guerras com estados vizinhos, a Revolução Nacional de 1952, que nacionalizou a indústria de mineração de estanho e ampliou o sufrágio, e décadas posteriores de instabilidade política. Desde o início dos anos 2000, a Bolívia passou por mudanças constitucionais significativas, incluindo a adoção de uma nova constituição em 2009, que reconhece o caráter plurinacional e multiétnico do país.
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