Barbados funciona como uma república parlamentarista, tendo feito a transição formal de uma monarquia parlamentar em 30 de novembro de 2021, quando um Presidente barbadiano substituiu o monarca britânico como chefe de estado. A mudança seguiu o modelo de governança de Westminster adotado após a independência do Reino Unido em 1966, e a presidência continua sendo um cargo amplamente cerimonial e não político, com o Presidente sendo escolhido indiretamente por meio de uma votação de ambas as casas do Parlamento.
O poder executivo é exercido pelo Primeiro-Ministro, que atua como chefe de governo e precisa ser um membro eleito da Câmara da Assembleia, contando com o apoio da maioria parlamentar. O legislativo é bicameral, composto pela Câmara da Assembleia, cujos trinta membros são todos eleitos diretamente, e pelo Senado, uma câmara com vinte e um membros nomeados, escolhidos por indicação do Primeiro-Ministro, do Líder da Oposição e por critério próprio do Presidente. Ambas as câmaras participam dos debates legislativos, embora a Câmara da Assembleia tenha o poder de derrubar objeções do Senado na maioria dos projetos de lei, exceto naqueles que alteram a própria constituição.
Essa estrutura, baseada no sufrágio universal adulto e em eleições competitivas regulares, sustenta a governança de Barbados há décadas. A mudança de 2021 para uma forma republicana de governo representa a alteração constitucional mais significativa desde a independência, mantendo, ao mesmo tempo, as tradições parlamentares do país.
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